15/08/2019 – Mesa Redonda sobre o tema: Violência contra a mulher na UFSC
A Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD) em parceria com a Coordenadoria de Promoção e Vigilância em Saúde (CPVS/DAS/PRODEGESP) promovem no dia 15 de agosto de 2019 uma mesa redonda com o tema: Violência contra a mulher na UFSC: aspectos jurídicos e rede de apoio.
O evento é gratuito e aberto a toda comunidade universitária, não sendo necessária inscrição.
Licenças para tratamento de saúde
Vacinas
1) O que são vacinas, para que servem e como surgiram?
As vacinas são produtos biológicos que protegem as pessoas de doenças infecciosas. São desenvolvidas a partir de vírus ou bactérias, previamente atenuadas ou mortas, ou ainda, por fragmentos desses agentes.
A função das vacinas é estimular uma resposta imunológica no organismo da pessoa vacinada, que passa a produzir anticorpos específicos contra essas doenças, o que se chama Memória Imunológica.
Em 1796, após 20 anos de estudos, o cientista inglês Edward Jenner demonstrou que poderia haver proteção contra a Varíola. Ele observou que as mulheres que trabalhavam como ordenhadoras de vacas, e percebeu que elas tinham lesões de pele da Varíola Bovina (iguais as das vacas), mas não desenvolviam a Varíola Humana (doença bem mais grave e disseminada entre a população na época). Retirou então material das lesões das mulheres e inoculou em um menino. O mesmo teve contato com doentes de Varíola e não desenvolveu a doença.
2) Posso atrasar o cronograma das vacinas? Qual a importância da caderneta de vacinação?
O calendário vacinal é formulado para proporcionar proteção máxima às pessoas. Atrasos vacinais, principalmente na infância, deixam os pacientes desprotegidos. Antecipar as vacinas também pode ser ineficiente, caso o sistema imune não esteja maduro ou competente.
O ideal é que não haja atrasos vacinais. A maioria das vacinas é feita na primeira infância (até os dois anos de idade), o que tem o intuito de promover a formação de anticorpos o mais precocemente possível. É sabido que as crianças pequenas são mais suscetíveis às doenças infecciosas, e no caso de muitas doenças, o fato da mãe já tê-la contraído não confere a proteção dos anticorpos maternos ao feto ou bebê.
Só se deve atrasar a aplicação das vacinas em caso de febre ou infecções mais graves (Pneumonias, Infecção Urinária, etc).
A caderneta de vacinação é um importante documento de saúde pública e pessoal, que descreve todas as vacinas feitas pela pessoa. Tornando mais fácil a análise pelos profissionais de saúde.
3) Alguma doença pode ser erradicada por meio de vacinas?
Sim. A Varíola foi erradicada após o experimento de Jenner, com a vacinação em massa da população.
A Poliomielite (Paralisia Infantil) foi erradicada do Brasil desde 1989. No começo da década de 1960, foi descoberta a vacina oral da Pólio, a famosa Sabin, que pela facilidade de administração possibilitou várias campanhas de vacinação em massa com enorme adesão da população.
4) As pessoas precisam se vacinar contra todas as doenças que circulam na comunidade?
Sim, com certeza. Existem várias doenças, como o Sarampo, por exemplo, que não circulavam mais em nosso país há muitos anos, e voltaram a ocorrer aqui. Isso se deve a baixa cobertura vacinal em outros países, e em função das migrações, chegaram novamente ao Brasil. Conforme dados do Ministério da Saúde, no ano de 2018 ocorreram 10302 casos confirmados de Sarampo no país, e até maio de 2019, 123 casos confirmados e 348 notificados.
O Sarampo havia sido considerado erradicado do Brasil em 2016, quando o país recebeu o certificado da Organização Mundial da Saúde (OMS) de país livre de Sarampo. Esse ano, perdemos o título e o Sarampo já é considerado epidêmico no Brasil
5) Por que as coberturas vacinais estão abaixo do desejado no Brasil?
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é referência mundial. O Brasil foi pioneiro na incorporação de várias vacinas no calendário do SUS, e é um dos poucos países que oferecem um amplo rol de vacinas gratuitas à população. Apesar disso, nossas coberturas vacinais vêm diminuindo nos últimos anos.
Parece haver uma dicotomia nisso: o sucesso do PNI pode ser uma das causas das quedas nas coberturas vacinais! Como o PNI imunizou amplamente, na infância, a população que hoje tem entre 30-50 anos de idade, várias doenças parece haver “desaparecido”, dando uma falsa impressão de que não existem mais, e por isso a população não percebe a importância da vacinação.
Além disso, existe o Movimento Antivacinismo vem se difundindo em vários países, sejam por motivos religiosos, motivos filosóficos, medo das reações adversas ou até por orientação médica (médicos homeopatas, naturopatas e antroposóficos).
Devemos também mencionar as fake news que circulam, que tem o intuito de diminuir a importância da vacinação na saúde pública e incutir medo e dúvidas na população. Notícias erroneamente divulgadas e nunca comprovadas cientificamente, como: vacinas causam Autismo, vacinas não devem ser feitas na infância, vacinas já mataram milhares de pessoas ou que vacinas podem ser usadas como método contraceptivos.
Um relatório da OMS afirma que a resistência à vacinação (Movimento Antivacinismo) foi incluído numa lista entre os 10 maiores riscos à saúde global em 2019.
No final do século 20, o CDC, órgão máximo da saúde pública nos Estados Unidos publicou uma lista das 10 maiores conquistas do país no campo da saúde pública entre 1900 a 1999. Em 1º lugar estavam as imunizações! Ao lado das melhorias sanitárias, em particular a água tratada, nada trouxe tantos avanços em benefício da saúde humana quanto as vacinas!
Texto: Dra. Andréa Benincá de Almeida – Médica do Trabalho no DAS/UFSC
28.7 – Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais
A partir de iniciativa e propostas brasileiras, a Organização Mundial de Saúde (OMS), durante Assembleia Mundial da Saúde realizada em maio de 2010, instituiu a data de 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.
Prevenção
Existem várias medidas que podem evitar a transmissão das hepatites virais:
- Usar preservativos em todas as relações sexuais;
- Exigir materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e piercings;
- Não compartilhar instrumentos de manicure e pedicure;
- Não usar lâminas de barbear ou de depilar de outras pessoas;
Vacinação
A vacina contra a hepatite B deve ser recomendada para jovens até 29 anos, essa vacina faz parte do calendário de vacinação da criança e do adolescente e está disponível em todas as salas de vacina do Sistema Único de Saúde (SUS).
A oferta dessa vacina estende-se, também, a outros grupos em situações de maior vulnerabilidade, independentemente da faixa etária.
27.07 – Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho
“A segurança é sinônimo de qualidade e de bem-estar para os trabalhadores.”
A data é símbolo da luta dos trabalhadores brasileiros por melhorias nas condições de saúde e segurança no trabalho. O dia comemorativo propõe uma reflexão sobre como os ambientes e processos de trabalho podem determinar tanto a saúde quanto os acidentes e o adoecimento dos trabalhadores. Ressalta-se que manter ambientes e processos de trabalho saudáveis são uma responsabilidade compartilhada entre empregadores e trabalhadores.
A conscientização e a formação dos trabalhadores no local de trabalho são a melhor forma de prevenir acidentes. A isso devemos acrescentar a aplicação das medidas de segurança coletivas e individuais inerentes à atividade desenvolvida, como as citadas abaixo:
- Utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI);
- Mantenha áreas de circulação desobstruídas;
- Não obstrua o acesso aos equipamentos de emergências (macas, extintores, etc.)
- Informe ao superior imediato sobre a ocorrência de incidentes, para que se possa corrigir o problema e evitar futuros acidentes;
- Não execute atividade para a qual não está habilitado;
- Não improvise ferramentas. Solicite a compra de ferramentas adequadas à atividade;
- Não faça brincadeiras durante o trabalho. Sua atenção deve ser voltada apenas para a atividade que está executando;
- Oriente os novos colaboradores sobre os riscos das atividades;
- Não retire os Equipamentos de Proteção Coletiva das máquinas e equipamentos. Eles protegem você e demais trabalhadores simultaneamente;
- Não fume em locais proibidos. Procure os locais destinados para tal;
- Confira sua máquina ou equipamento de trabalho antes de iniciar suas atividades, através do check-list;
- Ao sentar, verifique a firmeza e a posição das cadeiras;
- Não deixe objetos caídos no chão. Manter o local de trabalho limpo e organizado pode evitar escorregões e quedas;
- Evite apressar o trabalho, pois além de se expor aos riscos, você também acabará desenvolvendo serviços de má qualidade.
O Departamento de Atenção à Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina conta com a Divisão de Saúde e Segurança do Trabalho (DSST) que tem como objetivo a promoção da saúde e segurança do trabalho, buscando atingir nível de excelência na atuação junto à comunidade universitária.
Fonte: Blog do Ministério da Saúde Ministério da Saúde Marinha do Brasil
Suspensão das atividades no dia 08/07/2019 em razão do Vestibular UFSC
De acordo com o Ofício Circular n.º 06 /2019/COPERVE, informamos que no dia 08/07/2019 o acesso às dependências será restrito em função da realização do vestibular. Sendo assim, os setores do Departamento de Atenção a Saúde (DAS), com exceção da Divisão de Serviço Social (DiSS), não realizarão suas atividades neste dia, pois localizam-se em um dos prédios em que serão aplicadas as provas.
Lembramos a todos, voltaremos a atender normalmente no dia 09/07/2019, das 07:00 ás 19:00 horas.
Doação de sangue, plaquetas e medula.
DOAÇÃO DE SANGUE
Diariamente muitas pessoas sofrem acidentes ou estão internadas por diferentes doenças e necessitam de transfusões sanguíneas. O sangue coletado pode ser fracionado em seus componentes sendo utilizado para vários pacientes de acordo com suas necessidades, não podendo ser substituído. É um produto que não pode ser comprado e portanto, depende da solidariedade das pessoas. Além disso, o sangue humano tem tipos diferentes e os hemocomponentes têm validade definida, sendo que num dia podemos tê-los e em outros não.
Doar sangue é seguro. Não existe nenhum risco de contrair uma doença infecciosa doando sangue. A coleta é feita por pessoal capacitado e sob supervisão de um médico ou enfermeiro, garantindo o bem estar do doador. Todo o material usado para a coleta de sangue é individual, descartável, apirogênico (não causa febre) e estéril. Todo o processo da doação de sangue levam em torno de 55 minutos.
Doar sangue não dói, nem prejudica a sua saúde.
DOAÇÃO DE PLAQUETAS
DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA
Mais informações no site: http://www.hemosc.org.br/
05/06/2019 – Dia Internacional do Meio Ambiente.
No dia 5 de junho de 2019 é celebrado o Dia Internacional do Meio Ambiente. Esta é a principal data das Nações Unidas para sensibilizar e encorajar ações no mundo todo em prol da proteção ambiental. Tendo “poluição do ar” como tema deste ano, a ONU Meio Ambiente lança um site especial, um mapa interativo de eventos e um desafio digital de comprometimento. O objetivo é chamar a atenção para este problema evitável, mas que demanda ações urgentes e imediatas.
Mais informações no site: https://nacoesunidas.org/onu-lanca-desafio-nas-redes-sociais-e-site-especial-para-dia-mundial-do-meio-ambiente/
A Coordenadoria de Gestão Ambiental, em conjunto com a Sala Verde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), organizaram a Semana do Meio Ambiente da UFSC 2019. Com atividades gratuitas e voltadas ao público, a Semana tem como objetivo a promoção da sustentabilidade por meio de palestras, oficinas, visitas técnicas, apresentações artísticas, mesas redondas.
Mais informações no site: http://ufscsustentavel.ufsc.br/semana-do-meio-ambiente-2019/
Vacinação da Gestante
As vacinas do Calendário da Gestante são essenciais para prevenir problemas graves com a saúde da mãe e do bebê. Com a vacinação, os anticorpos da mãe são transferidos ao feto pela placenta durante a gestação, e, após o nascimento, são transferidos ao bebê pelo leite materno.
A Vacinação das Gestantes é considerada prioritária pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pois beneficia a mãe e o bebê, particularmente os menores de 6 meses de idade. Os anticorpos maternos são muito importantes para os bebês nos 12 primeiros meses de vida, pois os protegerão das doenças até que possam ser completamente vacinados e desenvolver suas próprias defesas imunológicas.
A vacinação nas gestantes ocorre há décadas. A vacina de Tétano, por exemplo, feita durante a gestação, possibilitou eliminar o Tétano Neonatal no Brasil e nas Américas.
Contudo, no Brasil, a cobertura vacinal tem estado bem abaixo do ideal. Dados divulgados pela coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues, em março de 2019, indicam que a adesão à tríplice bacteriana acelular (difteria, tétano e coqueluche) chegou a apenas 38,48% em 2017. Outras vacinas obrigatórias na gestação também tiveram baixa cobertura vacinal, como a hepatite B que foi de 56,4% e a da Influenza de 79,31% em 2017.
As vacinas indicadas para todas as grávidas são a Influenza (gripe), a Hepatite B, a Dupla bacteriana do tipo adulto (dT), contra a difteria e tétano, e a Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa), contra a difteria, tétano e coqueluche. Todas são elaboradas a partir de vírus inativados, ou seja, não tem capacidade de produzir as doenças, sendo, portanto, muito seguras, e estão disponíveis nas redes pública e privada.
Influenza
Gestantes, puérperas (45 dias após o parto) e crianças com até cinco anos responderam por 11,4% dos óbitos por influenza entre pessoas com fatores de risco no Brasil em 2017.
Ainda com relação à influenza, a fase mais crítica para o bebê é nos seis primeiros meses de vida, ou seja, antes da primeira dose da vacina. Estudos apontam que as chances de internação em UTI nesse período são 40% maiores se comparadas às de crianças entre seis meses e 12 meses.
Dose única anual.
Coqueluche
Dos 2.955 casos de coqueluche registrados no Brasil em 2015, 1.850 (62,6%) aconteceram em menores de 1 ano. Das 35 mortes, 30 foram em menores de 3 meses.
A vacinação de gestantes e dos contactantes é estratégia mundial para prevenir a infecção em bebês, já que eles completam o esquema vacinal de Coqueluche aos 6 meses de vida, ficando as crianças são mais suscetíveis à morte pela doença, em geral assintomática em adultos.
Fazer uma dose da dTpa, a partir da 20ª semana de gestação.
Hepatite B
Aproximadamente 11,1% dos casos de hepatite B verificados no Brasil entre 1999 e 2015 ocorreram entre gestantes. A transmissão vertical (mãe-filho), com 6,2% do total, é fonte de infecção importante.
Cerca de 90% dos recém-nascidos que contraem hepatite B durante o parto desenvolvem a forma crônica. Em adultos, o índice é de 10%.
Para todas as gestantes que nunca tenham sido vacinadas para Hepatite B anteriormente. Fazer 3 dose no esquema de 0,1 e meses.
Tétano
O tétano neonatal matava 6,7 a cada 1.000 nascidos vivos no fim da década de 1980, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Graças às políticas de vacinação, apenas 15 países ainda não conseguiram eliminar a doença. A região das Américas alcançou essa conquista em setembro de 2017.
Febre amarela
Normalmente contraindicada em gestantes. Porém, em situações em que o risco da infecção supera os riscos potenciais da vacinação, pode ser feita durante a gravidez
Em determinadas situações epidemiológicas, vacinas de vírus vivos atenuados podem ser prescritas. É o caso da febre amarela, indicada para as gestantes das cidades dos estados do Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e Espírito Santo onde já foram registrados casos em humanos ou macacos. “Apesar de existir a possibilidade teórica de infecção ao feto, diversos levantamentos com mulheres que receberam a dose contra a febre amarela sem saber que estavam grávidas concluíram que a vacinação não aumentou a incidência de eventos adversos nas mães ou causou danos ao feto”, afirma.













